A Morada do Silêncio

Terça-feira, Fevereiro 28, 2012

Quarta-feira, Fevereiro 08, 2012

Terça-feira, Janeiro 10, 2012

autobiografia

voz sem origem,
lugar sem território,
corpo sem órgãos: espaço
do inabitável e do inominável. trabalho primitivo,
pueril,
frugal na sua evocação soturna,
parda em nebulosos estratos, projecto sem solução,
intrinsecamente aporético,
que ecoa em surdina quer o asfixiado estrépito do mundo quer a voz silenciada,
mas
recalcitrante,

a revelar a sua constante afasia

autobiografia

Palavra procurada,
silêncio que desce sobre a letra, tempo acumulado num ocaso
pendente,
frase (que aspira o signo de escondidas raízes) contém e
propõe
todas as outras, uma só frase basta para lermos todas as outras. mas
o instante do círculo inacabado, geometricamente cuidado, é uma gema complexa, liberdade
e memória,

destruição e recomeço, âncora para ermo gesto.

autobiografia

o rasurado tempo:
refaz a teia dos anos passados, dos tremendos monstros,
do mal mortal inscrito e dissolvendo-se na matéria impávida -a melodia desenhando-se e-

esbatendo-se no anel do tempo.

autobiografia

casa, amor, amizade, regresso, impossível, escuro, triste, poético, esquecimento,
ruína, ferrugem, rasto, apagamento, perda, solidão, rusticidade, tristeza, violência, afecto,

cicatriz, gesto, encantamento

autobiografia (da mal escrita pouca vida de alguém que não eu)

En la plaza siempre hay 5 o 6 pescadores. Imágenes de dios. La virgen. Mujeres llorando un dolor hondo de quienes han conocido el amor. Sus pies negros como el silencio de todos los que no han resistido a la fuerza del mar. Los veo siempre. Menos los que sufren de enfermedades: trombosis, el cáncer detectado en las longas hospitalizaciones. Envejecen brutalmente. Caminan con muchas pausas con sus nietos al largo. Beben café con cheirinho y caminan en dirección al mar. Tal vez para una última visión de felicidad y dolor. Ha sido aquí que he aprendido el arte de contar. Historias que no han roto el infinito fio de las narrativas. Aquí con esta gente iletrada he entendido las formas originales del conocimiento, he organizado mi vocabulario, he inventado cuentos, he escuchado de ojos abiertos el arcaico saber de las cosas: el nombre íntimo y real de los mares e de los cielos.

hiphop is (not) dead



ao fim de três décadas de vida já perdi a vergonha. estas são as minhas pétalas.

Segunda-feira, Janeiro 09, 2012

o amor é importante. porra.

Segunda-feira, Novembro 07, 2011